"As emoções, são as cores da alma." - A Cabana

29 de maio de 2011

On Me



Day in that i want to be quiet, quiet,
alone with me same, blankets and films.
Films with popcorn. Of action, suspense, comedy.
I want romantic comedy on those hours...
Rain sneaking out, while i turn myself in the bed.
Without demands, fears, longings...
Day of me for me...

28 de maio de 2011

Roleta Russa



 (Baseado em relatos de um amigo, que com muita garra, vence uma  batalha a cada dia.)
 



Porque eu não consigo parar?
O prazer já se foi a muito tempo, mais eu não consigo. Já fiquei um mês inteiro limpo, até aqui; uma coisa puxa a outra, e minha insanidade é nítida diante dos meus olhos. Flashes de memória. Não estou doente, não admito que duvidem de mim, não sou dependente!


Quando comecei a usar, me senti forte, capaz - imbatível!
A primeira vez é única, tem sabor inigualável; te dá uma sensação de prazer extremo, que nenhuma outra dará novamente. E você busca, busca o êxtase mas ele não vem, nunca mais. Dizia que tinha controle "só uso quando quiser". Mas ninguém tem a droga, ela possui - ELA! Te faz escravo, vulnerável à imaginação, a realidade não interessa mais. Pra que? Eu não sei lidar com perdas, com frustração. A cocaína é forte. Tira de mim o vazio.
Quando eu cheiro, sou quem quero. Me reafirmo na sociedade, certezas. Não preciso de ninguém, de nada em absoluto.


Eu quero parar.
Sofro, choro muito. Luto pra conseguir. Quis morrer, e até tentei por várias vezes mas fui covarde. Homem? não, me tornei fatias, pedaços de mim. Não adianta dizer que me arrependo, ninguém sabe que é dependente até provar. Agora eu sei. To sozinho, mais a arma que aponto pra minha cabeça não vai me atingir, feri também a minha volta, mais eu não me importo. O problema é deles, de todos que deixaram. Só deles.


Perdi tudo. Minha casa, familia, filhos... Cheirei tudo.
Passei a viver em função da droga, e agora estou perdido. Brigar comigo, é morrer comigo.
Saia daqui, saia! Não quero ajuda, não preciso. SOCORRO!

26 de maio de 2011

Cotidiano



Menina de pés decalços apertando campainha e correndo pelas ruas. Pulava o muro da vizinha, e ria impiedosamente quando ela ameaçava me denunciar a mamãe...

Saia do banho direto pro quintal rolar com meu cachorro pelo chão de lama. Não penteava os cabelos, sonhava almoçar chocolate, furava panelas pra depois trocar por algodão-doce sabor "dez bolas de sorvete por um real".

Pulava alto, sonhava muito, chorava escondido. Corria demais.
Palavreava sobre a vida, acreditava no céu, tinha fé nos homens.

Hoje, menina crescida, nem tanto -assumo, penso em tudo que deixei pra trás, nessa coisa que chamam "amadurecer". Sinto falta dos sonhos bobos, dos amigos que eu jurei que seriam eternos, da preocupação em terminar a "tarefinha de casa" pra não deixar os amigos esperando pra bater aquela "pelada" no meio da rua. Tenho pressa o dia inteiro, hora marcada, telefones tocando. Os compromissos de 'gente grande' me chamam. 
Ando estressada, mais ainda dá tempo de salvar meu dia. Tirar os sapatos, sentir o chão, tomar um banho de chuva cinematográfico, comer uma panela de brigadeiro vendo tv, depois dormir tranquilamente. É, sou dessas.

17 de maio de 2011




To jogando tudo pro alto, metendo o pé-na-jaca, rindo a toa.
Saindo fora de você e suas maluquices. Cansei! Não quero falsidade ou bajulações. Não minto pra ser bacana, problema seu se não gostar -to nem aí. Não vou perder meu tempo olhando minha língua no espelho, tentando entender porque meu hálito embaça o vidro. A vida é curta demais.
É tão fácil abrir a boca pra dizer "todos somos iguais" quando no fim das contas, ninguém abre mão do privilégio. Vejo o tempo todo pessoas preocupadas em serem aceitas por uma sociedade hipócrita, e sempre me pergunto: em que mundo to vivendo?

16 de maio de 2011

Soneto de Contrição

Eu te amo Maria, eu te amo tanto
Que meu coração doi como doença
E quanto mais me seja a dor intensa, 
Mais cresce na minha alma teu encanto.

Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa.
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.

Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma...

E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.

por, Vinicius de Moraes

14 de maio de 2011



Fico brava, dou chiliques -diversos, cruzo os braços e bato pé com um sorriso venenoso estampado no rosto,
e faço tudo sem querer. Nem sou totalmente movida pela raiva que sinto "daquelazinha" que não conheço, de qualquer forma minha voz fica áspera e todos os meus sentidos gritam de uma vez "idiota!" tento engolir o caos que ficou preso na garganta já com o rosto carregado. Perguntou o que havia e eu com muito esforço disse: "nada" tentando me convencer que estava tudo bem.
Na verdade eu só queria gritar que "EU TENHO CIUMES DE VOCÊ" que "EU TE AMO E TE QUERO SÓ PRA MIM" mas eu minto com a cara mais lavada que existe, por orgulho, não chego muito longe. Qualquer um que me veja sabe disto. O fato é que eu amo toda e qualquer pessoa ou objeto que esteja ao meu lado por mais de um segundo e meio, mesmo que não me pertença... 

13 de maio de 2011



abre parênteses...

Sabe quando parecia que eu estava olhando? Na verdade só parecia mesmo...
Eu não vi, sequer ouvi,  não consigo prender minha mente em nada por mais de
meio segundo. Às vezes acho que estou fazendo tudo errado, e quanto mais o
tempo passa, mais cresce esse vazio dentro de mim, me corroendo lentamente.
Meus pensamentos me traem. Vagam sozinhos, me levando sempre a lugar nenhum,
ilhados no mar de dúvidas construídas por mim.
No fim, a única coisa que tinha lá de meu verdadeiramente eram àquelas lágrimas que
insistiam em cair.

fecha parênteses.

8 de maio de 2011




 Ser mãe é esquecer de escovar os dentes e os cabelos,
Limpar a casa as 3h da manhã com um sorriso no rosto já cansada de tantas noites mal dormidas.
Sofrer por não conseguir afastar-se mesmo que apenas por horas daquele corpinho tão pequeno
que um dia esteve dentro de seu ventre. Indefeso e necessário.
Abraçar um filho chorando enquanto médicos fazem testes e exames de rotina, tentando controlar as próprias lágrimas que caem insistentemente.
Dar pulos imensos com uma risadinha, um passinho, um dentinho que nasce... Perder mais horas de sono olhando um bebê dormir. E como ele dormi bonito não é?! Tão puro... Inoscente.
Deixar de lado as conversas longas ao telefone com amigas, porque já é hora de mamar.
E que orgulho, trocar aquela farrinha tão amada, por fraldas, chupetas e passeios empurrando um carrinho pelas ruas, pensando ser a mulher mais feliz do mundo. 
Pensa não, o é, desde o momento em que sentiu pela primeira vez aquele chutezinho na barriga.
Ser mãe, é viver eternamente em todos os corações que batem fora de seu corpo.

Não, eu não sou mãe.
Mais tenho uma, que amo demais da conta!
Minha mulher macho sim sinhô! Parabéns a todas as mamães!!!

5 de maio de 2011

"Eu quero um beijo de cinema americano
fechar os olhos, fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela."

 


Um segundo. É tudo que uma pessoa precisa para entrar em nossa vida, e alguns minutos depois se tornar um "amigo de infância", ou até mais que isso. Um irmão que você promete levar por todas as horas. Até que um dia, ele te leva. 
Leva de você toda sua confiança, seus segredos, bate a porta com força e vai embora sem nem dizer "adeus". Sai, com a mesma velocidade e sorriso que entrou. E você nem vê, até se dar conta por completo. É como contar uma mentira que no final, ninguém mais acredita além de nós.
A vida é mesmo um sopro, e mais nada. Simples assim. E não importam lágrimas, tudo passa. Tudo isso um dia vai passar...

4 de maio de 2011

Filha da Anistia

Mês passado, fui ao Teatro com um amigo ver a peça Filha da Anistia, e fiquei encantada com a apresentação dos atores. Não conheço ninguém envolvido diretamente, e quase nunca ouço falar sobre o assunto. Receio pela vergonha nacional, suponho. O fato é que este projeto trouxe à tona grande parte da história do Brasil, que se perdeu no tempo... No silêncio dos injustiçados.

Durante anos brasileiros tiveram seus direitos sociais cancelados, suprimidos. Foram perseguidos e reprimidos não apenas politicamente. Muitos sofreram ataques clandestinos, e alguns dos corpos assassinados apareciam como suicidas -quando apareciam; outros apenas eram esquecidos em alguma valeta, enquanto suas identidades eram dadas como fugitivos, traidores. COVARDES. Toda forma de expressão artistica era censurada, e muitos professores, artistas e escritores tiveram suas casas invadidas, passaram a ser investigados, presos, torturados e até exilados. Por muito tempo o país sofreu na mão do regime militar, e agora não podemos apenas esquecer que esta democracia desfrutada hoje, veio com o sangue de muitos.

Filha da Anistia

(foto: Marina cavalcante)


Em 2002 o projeto Marcas da Memória teve aprovação definitiva da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, após dez anos de existência. O Objetivo é reunir documentos oficias sobre a repressão brasileira, para tentar promover a reparação a todas as violências impostas pelo militarismo, valorizando assim a luta de todos àqueles que resistiram e até mesmo aos que fizeram parte dos "anos de chumbo" do país.


Amei-amei-amei esta peça! Queria ver de novo e de novo... de novo. rsrsrs
Pra quem quiser saber mais, blog oficial ¬> http://filhadaanistia.blogspot.com/
Recomendo este trabalho a todos!


2 de maio de 2011

off



-alô, Flor! e aí, tudo bem contigo? Te liguei várias vezes e só dava caixa postal.
-oi, quem é?
-fulanodetal, lembras de mim?
-ah, sim, lembro. OI.
-e ai, onde tu tá? Queria te ver...
-mesmo?
-é sim... porque? não posso?
-hum... pode claro, mas sabe fulanodetal, é que eu to ocupada agora curtindo com amigos. Liga depois.
-fala onde cê tá, se eu tiver perto posso ir beber uma contigo, que tal?
-não vai dar.
-e por que não?
(silêncio)
-fala, por que não?
-há certas coisas que não compensam.
-como assim?
-a vida ensina a manter o controle de qualidade.

15112010



Água morna.
Pela primeira vez na minha vida não fui nem totalmente fria ou quante; apenas morna.
Parei no meio do caminho. Covardia? Não -necessidade. Ah sei lá o porque... Não
foi por medo, receio ou qualquer etc. do tipo. E posso até ousar dizer que água morna
não é tão ruim assim...

1 de maio de 2011



Wanted you so much,
That you nor he knew how to notice.
Called you so much, 
that you nor it got me to listen.
Loved you so much,
that you were not capable to feel.
Waited for you so much, 
that you nor it got to arrive and does
he want to know? I LEFT!
I Left...