"As emoções, são as cores da alma." - A Cabana

8 de novembro de 2011



 - A cada dia é suficiente seu próprio cuidado.

Quando você acorda sorrindo, as pessoas esperam que você esteja dando gargalhadas. Elas esperam sempre que você faça mais, e diga "sim" independente do que aconteça... Elas querem mais, sempre mais de você, por mais que você se doe, não, não é suficiente. Desculpa querido, mais decepcionar pessoas é tão normal quanto respirar. Não vou barganhar minha felicidade por nada ou ninguém, nem ligo se me rotular de egoísta, hipócrita... Posso ser a vilã da história (de mais essa), ou qualquer merda que diga. Eu não ligo, troco tudo por minha paz. Pela paz de ser quem sou, e não um simples projeto de qualquer um.

6 de novembro de 2011




Não importa quantas vezes eu ria na cara dura, dizendo que "ta tudo bem", por que no fim, acabo chorando no colo de uma bebida qualquer na mesa do bar. É que não suporto a idéia de atravessar um rio remando num barco a motor.




Beijo bom é aquele que cola na mente,
Que entra na alma, que te deixa sem resposta.
Aquele que te faz perder mais que o chão...

3 de novembro de 2011

Eu Nunca Disse Adeus /Capital Inicial


Eu não sei o que eu tô fazendo
Mas, eu tenho que fazer
Aquela noite que eu te conheci
Eu acho, que nunca vou esquecer...

Um momento, quase perfeito
Inocente em seus defeitos
Tudo que é bom dura pouco
E não acaba cedo...

Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus
Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse...

Eu disse vambora
Tô meio tonto
Preciso respirar lá fora
Me leve para a sua casa
Eu quero dormir
Onde você mora
Eu passando mal
E você ria
Ranto barulho
Eu não entendia
Mas concordava sem saber
Com tudo que você dizia
Se me pedisse
Pra pular de um prédio
Eu diria sim
Qualquer coisa 
Pra você gostar de mim

Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus
Agora, pra sempre
Foi embora 
Mas eu nunca disse...

Eu perdi o rumo
E comecei a delirar
Acho que prometi até parar
De beber e de fumar
De repente a noite acaba
E todo mundo some
E me lembrei
Que eu esqueci
De perguntar o seu nome
Sem endereço nem direção
Por onde começar
Qualquer coisa pra poder
Te encontrar...

Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus...

Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse...

Eu não como, eu não rio
Eu não sei o que é adormecer
Me desculpe se eu fechar os olhos
E desaparecer...

Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus
Agora, pra sempre
Foi embora, mas eu nunca disse...

30 de outubro de 2011


 "O dicionário diz que  saudade é um sentimento mais ou menos melancólico de incompletude. Como assim, mais ou menos? Como saber se um sentimento está mais ou menos melancólico de incompletude? E por que às vezes é saudade e outras vezes saudades? Será que quando é menos, é saudade e quando é mais, é saudades? Penso que saudade é mais geral e saudades, mais específico. E que saudade é mais melancólico e saudades é menos melancólico. Mas, de incompletude, os dois sentimentos são. E eu, agora, estou com muito sentimento melancólico de incompletude específico."

Por: Noemi Jaffe

23 de outubro de 2011



O cigarro ainda aceso em minha boca me faz companhia em meio à cama bagunçada. Viro. Remexo. Tento. E não consigo dormir. Pensamentos se fundem aos meus desejos. Detesto despedidas e qualquer tipo de etc. que converse com a distância, que me deixe esse gosto do que não é mais tão meu-seu-nosso.

17 de outubro de 2011

Dança




Me puxa pelo braço,
me segura, me cala, me cerca
e faça juras.
Sorriso pequeno, leve
tente - tente
tornar-se história dos meus
lábios molhados com seu humor.
Pensamento lento,
coração acelera,
me solta, me pega, me contradiz
e faça truques.
Meu ouvido, teu sotaque...
Teu molde, meu quadril,
me leve, me leia, me guie,
pra onde vai à memória.



13 de outubro de 2011



Eu pedi um tempo ao tempo, pra tentar viver outro tempo sem saber que naquele tempo, o tal tempo não cabia. Mas tudo tem seu tempo, acredito nisso. O problema é que o tempo que dizem "apagar tudo", só guarda aquilo "tudo" em algumas gavetas criadas por ele na distância; fiquei com medo de não ter tempo suficiente, e tentei atrasar as horas. Quebrei o relógio. Quebrei a cara. Então resolvi apressar o tempo, não precisava mais dele, mas ele me bateu com força pela pressa descabida, exibindo seus ponteiros orgulhosos. Voltei às gavetas. Inspecionei cada uma, pensei que fosse encontrá-lo, o tempo, mas ele havia se mudado. No lugar havia um outro, não sei quem este era. Tentei cumprimenta-lo, mas ele só me gritou de longe um "até breve".

8 de outubro de 2011

[IN]Decisão




 Eis que chega numa encruzilhada. Seus olhos percorrem todos os caminhos, "por onde seguir?" - perguntou-se.
Olhou para trás com pesar, a rua iluminada fazia-se cinza, ela precisava ir, e a urgência em fazê-lo doía-lhe a garganta. Respirou fundo e soltou a bagagem ao chão. Decidiu que não levaria nada consigo. Mas como deixá-las? As pessoas? Um passo à frente e a eternidade dos segundos, se permitiu sorrir de forma amedrontada, porém deliciosa. Seus olhos queimavam deslumbrados ao avistar as novas ruas. Seu corpo gritava numa só voz "não para menina, não para; pois o tempo passa e a vida precisa seguir..." E foi, com jeito de quem sabia exatamente o que fazer.

5 de outubro de 2011

Risco



Imagem by: Ivan Makarov

O medo é apenas o berço de minhas revelações passionais.