"As emoções, são as cores da alma." - A Cabana

28 de julho de 2011



(Queria uma árvore bem alta em meu jardim, é que hoje me apetece sentar no topo e me esconder entre os ramos; observar lá de cima as cores que existem, e as que apenas vejo.)
E se eu pudesse dizer palavra por palavra o que me vai à cabeça, sem nenhuma espécie de "coador" ou tese, descrevendo com exatidão os gritos ao fundo da barriga, bagunçando mais que se borboletas fossem. Seria como abrir uma gaveta, que veio de lugar nenhum porém repleta dos meus dias. O que farias tu ao me ver despir-me de mim? De tu?
A futilidade de uma folha que se deixa levar pelo vento, por ruas cinzas. Por ruas.

24 de julho de 2011




  imagem by: Vladimir Kush

Sentou-se diante dele, seus olhos o encaravam sem querer, decidiu concentrar-se apenas na fumaça que vinha do cigarro de alguém, tentava lembrar da lista pessoal de razões intimistas, queria levantar e partir -mas faltava no entanto o querer de verdade, e em meio a um pensamento ou outro lhe furtava um olhar. A falta que agora preenchia todos os espaços da boca que um dia brincou em seu sorriso, era a mesma saudade que  se apresentava, no abraço com gosto bom de momento que passou. Ela ainda não sabia que mesmo tendo mudado as cores do cenário, os encontros que deveriam ser superficiais, estavam se tornando cada vez mais entregues.

8 de julho de 2011

A boca busca o vinho e esse, a taça.
A taça quis o vinho, a mão e a boca.
A boca na taça, o vinho na boca.
A mão conduz, o vinho escorrega e a alma agradece.

(autor desconhecido)

7 de julho de 2011

Doces Donhos




 Manhã de domingo, o sol alcança de relance teu cabelo macio emaranhado à meus dedos, teu hálito quente em meu pescoço acompanha o som do teu coração batendo em sintonia- timbre e nota, num perfeito acorde com o meu. Tuas mãos em minha cintura contrastam com o enlace das nossas pernas. Você dormia profundo, inocente.
É  menino, procurei muito por um tempo desses de caber nos braços de alguém, de guardar na memória. Então fiquei ali velando teu sono, pronunciei apenas um silêncio admirável de quem chora, não por estar triste, mas por sentir-me viva.

5 de julho de 2011

Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sohei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braços é o que eu te peço
Me prenda em seus braços...

Um Edifício No Meio do Mundo - Ana Carolina 

2 de julho de 2011

"Antes Que Termine o Dia"

Da Série: Filme Predileto  >




Nem faço a linha romântica, mais não canso de ver esse filme...
Hoje o revi pela milionésima vez e
por isso, trouxe pra cá a minha cena favorita, 
acompanhada claro de uma linda música.
 





Ela que parece tão forte,
Quase nunca se abala, quase nunca.
Traz sempre nos lábios um sorriso,
seja de dor, seja de glória.
Tem um emprego legal, bons amigos,
esbanja segurança...
Que se derrete toda pelos cantos da 
vida por estar tão perto e tão longe.